
Pensei que fosse necessário mandar a Pike para a revisão mas fui adiando a coisa até que um dia, aliás, numa noite foi preciso ir a casa dum amigo almadense para dar uma vista de olhos no travão de disco.
Tudo correu bem até conhecer os dois elevadores do prédio dele. Porquê conhecer os dois? Bem... O primeiro era pequenino e o segundo, na esperança de ser um monta cargas, era igualmente pequenino. Como meter uma bike num volume de 2m3
O puzzle resolve-se facilmente com o mágico U-Turn mas como não funciona... Como vou meter a Sushi com os seus pneus 2.4", guiador de 685mm e 140mm de curso?
Com algum esforço e vigosorisidade no botão do U-Turn, lá consegui meter o curso a 95mm. Isto

O puzzle ainda não acabou! Ainda tive de fazer um número de yoga para alcançar o botão do oitavo piso sem tocar na porta ou pressionar a calha de segurança do elevador.
O elevador era dos lentos e o tempo de subida parecia interminável. Inspirei um pouco mas as costas começaram raspar na parede/portas do elevador e é neste momento que vejo no canto da cabine um sticker a alertar os perigos do condómino ao levar o caixote do lixo dentro da cabine. Tem um boneco e um caixote com rodas num lado e do outro lado tem um caixote entalado na porta e o boneco esmagado no topo da cabine.
Ainda ia no 3º piso quando vejo o sticker. ^^"

Quando cheguei ao andar deste meu amigo, eu parecia que tinha feito a meia-maratona: roxo, transpirado e menos cabelo.
O meu amigo ainda pergunta como consegui meter a bike dentro do elevador.
Lá resolvi o problema e fiz mais uns ajustes para a alavanca na manete dos travões ficarem mais "à mão".
Despedi-me e lá repeti a proeza ciclistica: meter uma bike + bttista dentro dum espaço com 2m3
Na descida fiz qualquer coisa de diferente que tive muita dificuldade em usar o meu braço direito, o que não faz hiperextensão.
Não interessa como fiz isto mas tive sucesso em

Cá fora, tentei subir o curso da Pike mas não ia além dos 120mm. E pronto! Ao ajudar os outros eu lixo-me a mim próprio, neste caso, lixei a Pike.
Pedalei até casa.
Os dias passaram e eu ia fazendo kilómetros em todo o terreno com os 120mm, o que é mau para a Sushi. Ela já é baixa no bottom bracket e com 120mm em TT é mesmo para partir pedras com o pedais.
No final dum giro com o meu Mestre, ele pergunta porque é que não baixo a suspensão. Inventei uma desculpa - "Não quero mudar a geometria porque tenho um caule no traseiro para aquela posição e ao baixar a frente teria que

Mestre: Quê?
Jorgex: Eu confesso! O meu U-Turn fez caput.
Mestre: Deixa cá ver essa cena.
Realmente está muita duro...
Jorgex: Pára! Senão tenho de fazer este fim de semana a olhar para o chão.
(Mestre saca do seu canivete multi instrumental de 1999 da Giant)
Mestre: Então? Isto não está apertado! Olha para isto.
Jorgex: Desaperta para ver como é por dentro.

Mestre: Uau! Está aqui o teu problema.
Jorgex: Ya! Isto com uma chave de bocas regula-se muita bem o curso da suspensão. Só é pena as esferas estarem enferrujadas e dificultarem a manipulação do curso.
Virei a bike ao contrário e com uma mão apanhei as 3 esferas e molas. Esfreguei tudo nas luvas e a maior parte da ferrugem saiu.
Montei tudo e não é que o botão corria o curso todo da Pike. Fogo! Tanto tempo a sofrer por estes trilhos de Portugal e afinal era ferrugem das molinhas que atrapalhavam o esquema.
O meu Mestre disse para eu lubrificar um pouca a coisa mas eu esquecia-me. Esqueci-me durante umas 6 semanas (vejam como eu faço muita

Um dia lembrei-me e peguei na massa da Michelin e apliquei no U-Turn. Nunca mais tive problemas na manipulação do curso.
De salientar que consigo meter a Sushi dentro duma cabine com 2m3
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