- ±29.90€
- 2.4" [60-559] & 2.2" [55-559]
- Casing: 330TPI's
- Goma: ??
- Ply:3
- 790g & 707g
- Kevlar
- UST - Universal Standard Tubeless, um pneu que por dentro é forrado com butyl e o pneu só por si segura o ar lá dentro sem auxílio de líquido selante.
SupersonicProTectionDuraSkinBlackChili
"O que é bom para os Atherton não é bom para mim?"
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Quem me dera que MK curvasse assim à frente... |
É engraçado como a Continental nos bombardeia com montes de logótipos de tecnologias e patentes quando no fim o modelo UST só tem uma coisa: UST. UST, 3-ply com 330 TPI, certamente 3x110, mas agora vou dar uso aos desmontas da Pedros, aqueles que não vergam perante o tenebroso IRC Tamashi DH Pro Spec UST 2.3".
Vou ser honesto e dizê-lo sem rodeios: que me levou a comprar estes pneus foi o factor preço. Procurei muito por pneus UST baratos e encontrei coisas a 26€, porém, queria algo relativamente novo e daí os MK a 30€. A título de curiosidade, esta crítica vem no seguimento do Kit conversor tubeless da marca NoTubes que comprei simultaneamente com estes MK.
Quando digo relativamente novo, surgiu a 2ª geração do Rei da Montanha enquanto escrevia esta crítica. Devo dizer que a nova versão é uma espécie de fusão entre Rubber Queen e Rain King da Continental.
2.4" vorderrad:
Super fácil de montar e possui um aspecto semelhante ao mítico Continental Vertical, mas será um substituto do mito? Não.
Vejam as coisas da minha perspectiva: nunca tive, nunca experimentei e sempre ouvi que o Continental Vertical era o expoente máximo dos pneus para btt, logo, a fasquia para os actuais pneus all-round é barbaramente elevada. Então, como comparar este MK 2.4" com o divino? Fácil, comparar este MK com a perfeição!
Como pneu direccional é impecável pois tem tracção entre os dois extremos, que é andar a direito e curvar.
Como podem ver na fig. demonstrativa, esta versão mais larguinha tem um grande espaçamento entre tacos. Esta zona faz mesmo contacto com o piso, o que aumenta a probabilidade de furo.
Como podem adivinhar, furei uma vez em 12 meses de utilização.
Achei-o bastante all-round, o que é muito bom para a Margem Sul, pois estou num tipo de piso e passados 5 minutos já estou noutro piso completamente diferente e isto para XXC, Maratonas e AM é um must!
Por falar em must, o mesmo já não posso dizer sobre o barro que existe na minha zona no meu domínio. Apesar do grande espaçamento entre tacos, o barro cola-se e só sai por motivos de força maior como, por exemplo: força centrífuga, piso molhado e o clássico “raspa na ponte das jarras da suspensão e escoras, caído para cima da cassete e rotores”.
E vocês perguntam - Porque não falaste no enduro? -
Tenho verificado que, ao longo do tempo, o 2.4" na roda da frente é muita fixe até atingir um certo patamar, isto é, assim que começo a "puxar" pelo pneu 2.4", pura e simplesmente não me responde e daí eu afirmar que esta versão 2.4" UST é boa para recriação, mas nada de mais para uma utilização extrema.
De facto, este 2.4” à frente precisava de mais apoio nos shoulder knobs. Há, claramente, uma diferença entre MK e HighRoller da Maxxis ou Fire DH da Panaracer. Aliás, não existe o Der Kaiser e Rain King para estas situações? O que é bom para os Atherton não é bom para mim? Tenho ideia que os Atherton usavam pneus de outros fabricantes e tapavam com fita preta...
2.2" hinterrad:
Ao contrário da versão 2.4", eu destilei para enfiar este 2.2" no sítio certo. Até tive de limpar a transpiração da testa!
Fiquei muito satisfeito com o 2.2" em modo de tracção. Agarra e rola muito bem, o que é normal, tendo em conta que o MK é um pneu semi-quadrado, isto é, tem um tread arredondado que tem pouco contacto com o piso.
Em termos de desgaste, estou surpreendido com a resistência do 2.2", tem suportado todas as formas de tortura que eu tenho encontrado nos trilhos: calhaus, paus, raízes, caca de cão, lixívia, alguns cacos de vidro, canas, entulho, caca de cão, asfalto, brita, terra lavrada, esgoto e xisto. Já falei de caca de cão? Todavia, ainda não furei uma única vez. É super!
No entanto, como faço estrada nos dias úteis, o tread do 2.2” tem desaparecido a olhos vistos. É o que dá quando se usa um pneu muito espaçado entre tacos no asfalto. No fim de semana, vingo-me que o 2.2” até gane.
Já vos falei como eu adoro o som dos pneus da continental no asfalto? É verdade, este som do atrito é soberbo, é o oposto dos pneus da Specialized e o seu corte que reduz o ruído. Com este zumbido, o pessoal sente-se intimidado, tipo, dêem espaço para o tractor passar.
Conclusão:
Depois de tudo o que se passou e foi dito, esta primeira geração do Rei da Montanha oferece uma excelente tracção, conforto, resistência a furos e abrasões por parte do UST. Como se não bastasse, o tempo de resposta é fenomenal! É como se o pneu antecipasse a minha intenção.
Os únicos pneus tubetype que proporcionaram semelhante experiência foram pneus de DH, portanto, estou a falar de pneus dual-ply que pesam em média 1000g cada um. Com estes MK que escolhi, consegui um conjunto de 1500g contra os convencionais 2000g, fora as câmaras de ar para FR/DH.
Provavelmente, faço confusão com os conceitos conforto e conservação de energia, mas uma coisa é certa, tenho tracção e sofro pouco com as irregularidades do piso para o dispêndio energético dos watts que liberto.
A dupla maravilha revelou-se ok na estrada, mas é preciso ter cuidado com a baixa pressão, pois tive uma experiencia relativamente ruim. Não é possível fazer curvas com um ângulo de ataque inferior a 45% porque as paredes flectem e a bike faz um understeering de morte! Portanto, cuidado com as pressões baixas em asfalto ou piso compacto nas curvas em flat.
Quanto à arte da curvatura, eu sei que critiquei imenso o facto do pneu à frente não permitir curvas “deitado” e o de trás ser q.b., todavia, pisos como a Serra da Arrábida mostram o quão perfeito é o MK e pisos como a Serra de Sintra mostra que MK à frente tem problemas... Os shoulder-knobs não estão bem definidos, ou melhor, ao meu ver, não são os adequados para usar como pneu direccional.
Recomendo este MK UST, porém, tenham em atenção não a topografia, mas sim a geologia local!
É complicado criticar estes dois pneus, pois se repararem no esquemático, a versão mais pequena do MK acaba por ser a melhor das duas, pois foi usado como pneu de tracção e acredito que o 2.4” atrás é igualmente bom, senão tendo mesmo potencial para um light FR/enduro.
Penso que a melhor combinação que se pode fazer é o binómio MK 2.4” atrás e NN 2.4” para à frente. Assim obtêm um bom compromisso de durabilidade/performance.
Esquemático:
Super fácil de montar e possui um aspecto semelhante ao mítico Continental Vertical, mas será um substituto do mito? Não.
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Uma figura demonstrativa da tracção. |
Como pneu direccional é impecável pois tem tracção entre os dois extremos, que é andar a direito e curvar.
Como podem ver na fig. demonstrativa, esta versão mais larguinha tem um grande espaçamento entre tacos. Esta zona faz mesmo contacto com o piso, o que aumenta a probabilidade de furo.
Como podem adivinhar, furei uma vez em 12 meses de utilização.
Achei-o bastante all-round, o que é muito bom para a Margem Sul, pois estou num tipo de piso e passados 5 minutos já estou noutro piso completamente diferente e isto para XXC, Maratonas e AM é um must!
Por falar em must, o mesmo já não posso dizer sobre o barro que existe na minha zona no meu domínio. Apesar do grande espaçamento entre tacos, o barro cola-se e só sai por motivos de força maior como, por exemplo: força centrífuga, piso molhado e o clássico “raspa na ponte das jarras da suspensão e escoras, caído para cima da cassete e rotores”.
E vocês perguntam - Porque não falaste no enduro? -
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Pisos argilosos dá nisto. |
De facto, este 2.4” à frente precisava de mais apoio nos shoulder knobs. Há, claramente, uma diferença entre MK e HighRoller da Maxxis ou Fire DH da Panaracer. Aliás, não existe o Der Kaiser e Rain King para estas situações? O que é bom para os Atherton não é bom para mim? Tenho ideia que os Atherton usavam pneus de outros fabricantes e tapavam com fita preta...
2.2" hinterrad:
Ao contrário da versão 2.4", eu destilei para enfiar este 2.2" no sítio certo. Até tive de limpar a transpiração da testa!
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As áreas traçadas são os sítios a melhorar. |
Fiquei muito satisfeito com o 2.2" em modo de tracção. Agarra e rola muito bem, o que é normal, tendo em conta que o MK é um pneu semi-quadrado, isto é, tem um tread arredondado que tem pouco contacto com o piso.
Em termos de desgaste, estou surpreendido com a resistência do 2.2", tem suportado todas as formas de tortura que eu tenho encontrado nos trilhos: calhaus, paus, raízes, caca de cão, lixívia, alguns cacos de vidro, canas, entulho, caca de cão, asfalto, brita, terra lavrada, esgoto e xisto. Já falei de caca de cão? Todavia, ainda não furei uma única vez. É super!
No entanto, como faço estrada nos dias úteis, o tread do 2.2” tem desaparecido a olhos vistos. É o que dá quando se usa um pneu muito espaçado entre tacos no asfalto. No fim de semana, vingo-me que o 2.2” até gane.
Já vos falei como eu adoro o som dos pneus da continental no asfalto? É verdade, este som do atrito é soberbo, é o oposto dos pneus da Specialized e o seu corte que reduz o ruído. Com este zumbido, o pessoal sente-se intimidado, tipo, dêem espaço para o tractor passar.
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Não deve faltar muito para eu começar a ter problemas sérios com “penetração de corpos estranhos” na carcaça. |
Conclusão:
Depois de tudo o que se passou e foi dito, esta primeira geração do Rei da Montanha oferece uma excelente tracção, conforto, resistência a furos e abrasões por parte do UST. Como se não bastasse, o tempo de resposta é fenomenal! É como se o pneu antecipasse a minha intenção.
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MK partindo pedras. |
Provavelmente, faço confusão com os conceitos conforto e conservação de energia, mas uma coisa é certa, tenho tracção e sofro pouco com as irregularidades do piso para o dispêndio energético dos watts que liberto.
A dupla maravilha revelou-se ok na estrada, mas é preciso ter cuidado com a baixa pressão, pois tive uma experiencia relativamente ruim. Não é possível fazer curvas com um ângulo de ataque inferior a 45% porque as paredes flectem e a bike faz um understeering de morte! Portanto, cuidado com as pressões baixas em asfalto ou piso compacto nas curvas em flat.
Quanto à arte da curvatura, eu sei que critiquei imenso o facto do pneu à frente não permitir curvas “deitado” e o de trás ser q.b., todavia, pisos como a Serra da Arrábida mostram o quão perfeito é o MK e pisos como a Serra de Sintra mostra que MK à frente tem problemas... Os shoulder-knobs não estão bem definidos, ou melhor, ao meu ver, não são os adequados para usar como pneu direccional.
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Eu verifiquei o peso de cada pneu! |
Recomendo este MK UST, porém, tenham em atenção não a topografia, mas sim a geologia local!
É complicado criticar estes dois pneus, pois se repararem no esquemático, a versão mais pequena do MK acaba por ser a melhor das duas, pois foi usado como pneu de tracção e acredito que o 2.4” atrás é igualmente bom, senão tendo mesmo potencial para um light FR/enduro.
Penso que a melhor combinação que se pode fazer é o binómio MK 2.4” atrás e NN 2.4” para à frente. Assim obtêm um bom compromisso de durabilidade/performance.
Esquemático:
Legenda:
Positivo:
1 - Mau
2 - Abaixo da média3 - Bom para aquilo que é indicado
4 - Acima da média5 - Transcende
Positivo:
- Excelente durabilidade e resistência a abrasões/furos
- Excelente em climas áridos
- Bom all-round, bom peso, bom UST e excelente preço
- Bexiga e bocal da CB continuam a liderar o mercado
- 2 stickers de cada lado bastante vistosos
Negativo:
- Convém comprar os tais desmontas da Pedros ou ParkTool
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